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  Presidente nacional da Abih fala sobre o Conotel
20-05-2012 09:05:12
Da Redação

Mais uma vez a capital paulista será cenário para a realização do 46º Congresso Nacional de Hotéis, programado para o período de 27 a 30 de setembro. Promovido pela Abih - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, o maior evento da Indústria de Hotéis do Brasil, agora sob a sigla Conotel 2004, acontecerá em paralelo à Equipotel no Palácio de Convenções do Anhembi, reunindo um público estimado da ordem de 1.500 hoteleiros, empreendedores, profissionais do setor e estudantes. Nesta entrevista, o presidente da entidade, Luiz Carlos Nunes (Foto: Divulgação), fala sobre o tema central do evento "O Futuro da Hotelaria Independente" e sobre o mercado hoteleiro.


A realização conjunta do Conotel e Equipotel trouxe bons resultados para o Mercado Hoteleiro? Essa parceria terá continuidade?
Luiz Carlos Nunes - A nossa idéia é que essa parceria tenha continuidade, visto que permite a possibilidade de oferecermos duas ferramentas indispensáveis ao mercado hoteleiro nacional. Por um lado, a reciclagem profissional, debates e confraternização do setor. E por outro, o acesso aos produtos e serviços disponibilizados pela Equipotel. Ou seja, num único evento, o hoteleiro encontra tudo o que precisa, além de estar participando do maior congresso de hotelaria no Brasil e da maior feira do setor da América Latina.


Fale Sobre a grade temária do Conotel 2004
LCN - A grade temária do CONOTEL 2004 está revestida de temas polêmicos que prometem gerar calorosos debates. O tema central engloba o "Futuro da Hotelaria Independente" e as palestras abordam assuntos como a superoferta dos meios de hospedagem no Brasil e suas implicações e influências no mercado, como a diminuição de fluxo de hóspedes, queda das diárias médias e a sazonalidade. O surgimento de um novo tipo de consumidor, o papel do governo na hotelaria e o marketing hoteleiro são variações da programação preliminar do evento.


Hoje, qual a situação da Hotelaria Independente no Brasil?
LCN - O cenário de forte repressão da demanda, encolhimento das despesas de viagens e a forte expansão do setor, contribuíram significativamente para a queda dramática das taxas de ocupação em nível nacional e aqueceram a concorrência, forçando a hotelaria independente a buscar novas opções de competitividade. Mesmo diante da progressiva participação das Redes Hoteleiras no mercado, a Hotelaria Independente responde pela parcela mais significativa do setor, e acreditamos que nos próximos anos o crescimento se manterá ascendente. Historicamente, a Indústria Hoteleira do Brasil tem suas origens ligadas à administração Familiar. E torna-la profissional, produtiva e competitiva tem sido a tarefa da Abih Nacional.


Quais os quesitos exigidos pelo mercado para tornar um empreendimento competitivo?
LCN - No mundo globalizado, a qualidade se traduz em dinamismo, na prestação de serviços que antecipam a expectativa dos hóspedes e na atenção aos detalhes, aliado à tecnologia de ponta. O mercado exige uma busca constante de diferenciais para conquistar e fidelizar os hóspedes. A Hotelaria é um produto, e nós temos condições para oferecer o que há de melhor. E para isso precisamos contar com profissionais comprometidos com a qualidade, que acima de tudo amem a hotelaria, que tenham auto-estima elevada, alta sociabilidade e muita paciência. É preciso também que todas as pessoas que fazem gerar as complexas engrenagens do setor estejam prontas a investir em si mesmas, através de cursos, palestras e reciclagens em geral.


Qual o principal objetivo do Conotel 2004?
LCN - O Objetivo principal do 46º Nacional de Hotéis é oferecer as ferramentas necessárias para o crescimento profissional e ao mesmo tempo delinear novos caminhos para a competitividade da hotelaria Independente. O 46º Conotel vem com a proposta de atender e antecipar as nossas necessidades: ferramentas para competitividade de um lado e produtos e serviços de outro. Afinal estamos juntos com a Equipotel. Temos muitos problemas a debater e muitas soluções a oferecer.


Quais autoridades deverão marcar presença no evento?
LCN - À exemplo da edição 2003, devemos contar na abertura do evento com a participação do Ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia e sua equipe, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; com a prefeita Marta Suplicy e outras destacadas personalidades do meio político que tenham interesses e afinidades com o turismo. Como palestrante temos o Presidente do Instituto Embratur, Eduardo Sanowicz que falará sobre a importância dos eventos para a hotelaria.

Quantos participantes são esperados para esta 46ª edição?
LCN - Nossa expectativa para a solenidade de abertura é de um público aproximado de 1.500 pessoas. Com relação aos congressistas, deve chegar a um mil, estamos nos esforçando ao máximo para atingir este objetivo.


Onde será a solenidade de abertura?
LCN - A solenidade de abertura está prevista para acontecer no Hotel Transamérica, para a qual convidamos diversas personalidades do governo e do trade turístico, que à exemplo do ano passado estarão presente.


Hoje qual a situação da Indústria Hoteleira no Brasil?
LCN - O mercado tem investido muito no aumento da oferta hoteleira. A globalização aumentou uma expectativa de crescimento de demanda, que levou o setor a investir em novos empreendimentos e também modernizar os já existentes, sem contar que nos últimos anos a hotelaria transformou-se num grande mercado imobiliário, com a construção dos flats. Hoje, somos um país já globalizado, mas percebe-se que a demanda, entretanto, não cresceu no mesmo ritmo das expectativas. Temos um Parque Hoteleiro bem equipado, mas precisamos pensar em ações que venham a combater a ociosidade dos leitos. A média nacional de ocupação, em torno de 50% deixa a desejar, mas já podemos sentir que está havendo um tímido aquecimento, e a expectativa é de que a média nacional chegue ainda este ano aos 60%.


As perspectivas do setor para este segundo semestre de 2004 são favoráveis?
LCN - Mesmo com o excesso de oferta do mercado, novos investimentos estão sendo anunciados. Para se ter uma idéia, ainda neste segundo semestre, tomando-se por base apenas os empreendimentos ligados à Redes Hoteleiras, teremos um acréscimo de 69 hotéis (*) até o final do ano. Não podemos esquecer dos hotéis de bandeiras independentes que deverão ser inaugurados nesses períodos. Esperamos que haja um crescimento da economia num curto espaço de tempo, para que o nosso setor possa se recuperar.


A superoferta de leitos tem sido um fator de contínua preocupação do mercado. O que fazer para enfrentar esta situação?
LCN - A situação exige cautela. O mercado tem a consciência que temos vivido uma situação de excesso de oferta. Cabe aos empreendedores, reavaliarem seus planos e verificarem se de fato vale a pena neste momento, disponibilizarem novos empreendimentos. Uma das formas de resolver esta situação é a regulamentação do setor.


Que tipo de influência a forte expansão das redes nacionais e internacionais pode ter sobre o futuro da Hotelaria Independente?
LCN - A hotelaria independente é e deve manter-se por bom tempo como a base global da hotelaria nacional. Apesar da forte expansão das redes, a oferta de empreendimentos gerada pelas mesmas ainda é inexpressiva diante da hotelaria independente. Agora, cabe avaliar que as Redes com seus novos conceitos, tecnologia de ponta e outros recursos, tem representado um diferencial para o mercado, e por conseqüência estimulado a hotelaria independente a investirem mais em modernização.


Qual o potencial do Parque Hoteleiro Nacional?
LCN - Hoje, a Hotelaria nacional conta com aproximadamente 18 mil meios de hospedagem, considerando-se todo tipo de hospedagem. E se considerarmos apenas os hotéis, são cerca de 13 mil.


Quantos estão filiados à Abih?
LCN - Temos 2.200 associados.


Como o Sr. avalia a importância da Equipotel para o setor de hospedagem e alimentação?
LCN - Como a maior feira do setor da América Latina, ela dá oportunidade ao hoteleiro de se atualizar e buscar novas tecnologias para seu empreendimento, e agora com o Conotel ele também poderá se qualificar. Eu diria que a Equipotel hoje é fundamental para quem trabalha com hospedagem e alimentação, e deseja alcançar bons resultados.


O plano apresentado pelo governo federal para o setor do turismo em sua opinião é adequado às necessidades deste mercado? Que impactos terá para o desenvolvimento do setor?
LCN - Neste primeiro ano do plano, o Ministério trabalhou mais com a estruturação do Plano, mas já temos dados que mostram um pequeno crescimento, principalmente com relação à entrada de turistas estrangeiros no país. As metas são desafiadoras, mas acreditamos que da forma que o Ministro Walfrido dos Mares Guia está conduzindo o Ministério e executando o plano, elas serão atingidas. Cabe agora aguardar os resultados.


O que o Brasil precisa para atrair um maior número de estrangeiros?
LCN - O Brasil precisa de um plano consistente de marketing e divulgação no exterior. Uma ação que está sendo desenvolvida pelo Ministério do Turismo, através da Embratur e que a médio e longo prazo deverá reverter esse quadro. Aliás, ainda que de forma tímida já temos sentido os primeiros resultados.


Quanto movimenta anualmente o setor em que o sr. atua?
LCNEm torno de 10 milhões anualmente


Qual a estimativa de negócios durante a 46ª Conotel?
LCN - Na verdade o CONOTEL é um evento que propicia a troca de informações, a reciclagem dos profissionais e a confraternização. E à partir disso tudo, os negócios surgem. Os negócios serão gerados na Equipotel.


Quais as expectativas para Mercado Hoteleiro?
LCN - A hotelaria é um dos setores que mais sentem o reflexo quando a economia não está bem, esperamos que com a recuperação da economia e do emprego, o nosso setor possa se recuperar a curto espaço de tempo, pois afinal, também somos um grande gerador de empregos e precisamos que nossos hotéis voltem a ter boas taxas de ocupação para que isto aconteça.


Que tipo de hotéis tem experimentado um crescimento mais acentuado no momento?
LCN - Especialmente hotéis econômicos em cidades do interior, ou resorts no Nordeste.

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